SEJA
UM DOADOR DE VIDAS
O
transplante de órgãos no Brasil.
Instituído a partir da década
de 1960, o transplante de órgãos
no Brasil passou ao longo do tempo por profundas
modificações. Se antes a lei era
vaga e não contemplava todos os aspectos
relacionados ao processo de doação
e captação deórgãos,
pode-se dizer que hoje em dia, além de
ter uma legislação bastante ampla
e clara sobre o assunto, o Brasil tem também
o maior e um dos melhores programas de transplante
de órgãos do mundo.
Controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes
(SNT) através de Centrais Estaduais e
Regionais de Captação e Distribuição
de Órgãos, o programa de transplante
de órgãos brasileiro é
um exemplo a ser seguido na saúde pública
porque possibilita inclusive o transplante através
do SUS (Sistema Único de Saúde).
Como se tornar um doador de órgãos:
O primeiro passo é conversar com a sua
família e deixar bem claro o seu desejo
em doar seus órgãos. Não
é
obrigatório deixar nada por escrito.
Porém, você pode manifestar sua
vontade de ser doador fazendo um cadastro em
uma Central de Captação de Órgãos
que vai disponibilizar os seus dados no Registro
Nacional de Doadores do Sistema Nacional de
Transplantes (SNT).
Caso você não tenha cadastro no
Registro Nacional do SNT, a palavra final sobre
a doação ou não dos órgãos
será da sua família, assim que
ficar comprovada a morte encefálica.
O que doar:
Córneas, coração, pulmões,
rins, fígado, pâncreas, ossos,
medula óssea, pele e válvulas
cardíacas.
Quem recebe os órgãos
ou tecidos doados?
Quando existe a necessidade de um transplante,
a Central de Transplantes é comunicada
e imediatamente acessa um banco de dados com
as informações sobre os órgãos
ou tecidos disponíveis. Se o órgão
ou tecido está disponível para
transplante, o próprio sistema de computador
cruza as informações obtidas com
os possíveis receptores inscritos no
Sistema de Lista Única. Além da
ordem da lista, a escolha do receptor será
definida pêlos exames de compatibilidade
entre o doador e o receptor. Por isso, nem sempre
o primeiro da fila é o próximo
a receber o órgão.
Tirando suas dúvidas:
O que é morte, encefálica?
É a morte do cérebro, incluindo
tronco cerebral que desempenha funções
vitais como o controle da respiração.
Quando isso ocorre, a parada cardíaca
é inevitável. Embora ainda haja
batimentos cardíacos, a pessoa com morte
cerebral não pode respirar sem os aparelhos
e o coração não baterá
por mais de algumas poucas horas. Por isso,
a morte encefálica já caracteriza
a morte do indivíduo. Todo o processo
pode ser
acompanhado por um médico de confiança
da família do doador. É fundamental
que os órgãos sejam aproveitados
para a doação enquanto ainda há
circulação sanguínea irrigando-os,
ou seja, antes que o coração deixe
de bater e os aparelhos não possam mais
manter a respiração do paciente.
Mas se o coração parar, só
poderão ser doadas as córneas.
Existe tráfico de órgãos?
Não. As centrais de transplantes das
secretarias estaduais de saúde controlam
todo o processo, desde a retirada dosórgãos
até a indicação do receptor.
Assim, as centrais de transplantes controlam
o destino de todos os órgãos doados
e retirados.
O corpo do doador fica deformado depois
da retirada dos órgãos?
Não. Aliás, a lei é clara
quanto a isso: os hospitais autorizados a retirar
os órgãos têm que recuperar
a mesma aparência que o doador tinha antes.
Posso doar órgãos em vida?
Quais?
Sim. Em vida você pode doar 01 rim, parte
do pâncreas, medula óssea (por
aspiração óssea ou coleta
de sangue), parte do fígado e parte do
pulmão.
Caso eu queria me tornar doador(a),
o quê devo fazer?
Se você mora em Presidente Prudente ou
região e quer ser doador, faça
seu cadastro na "Central de Captação
de Órgãos da Santa Casa de Misericórdia
de Presidente Prudente". Após seu
cadastro, dentro de poucos dias você receberá
o seu cartão personalizado de doador
de órgãos.
Seja um doador de vidas.
Disque Saúde - Transplantes
(18) 226-1355 - Pres.Prudente - SP
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